Correção: Qual o primeiro passo?

Correção: Qual o primeiro passo?

É importante falar de correção em tempos onde a técnica da Micropigmentação tem sido tão difundida, inevitavelmente aparecem erros de toda sorte e tamanho, mas a verdade é que: os avanços das técnicas são para aqueles que decidem se dedicar ao treino e aperfeiçoar seu trabalho, caso contrário, o profissional estará sujeito a erros que não necessariamente se tornam frequentes, porque existem técnicas de remoção e corretivas que podem e devem ser usadas para normalizar a dor do cliente e a ansiedade do profissional. Mais do que corrigir o trabalho de outros profissionais, é relevante poder corrigir eventualmente e até muito raramente um erro da sua própria autoria. Independentemente ao nível de intercorrências que acontecem, existem etapas e avanços que são passiveis de erros que acontecem no período de desenvolvimento artístico.

Uma forma de minimizar a insatisfação nos trabalhos é manter ativamente um tempo de treino e especializações e manter a busca do autoral: com humildade e idoneidade na forma de trabalhar, dando o seu melhor, consciente do que está fazendo e com potência, sabedoria e criatividade. Sabendo que todo o processo do desenvolvimento artístico vem recheado de treino e atualização do profissional.

Por onde começar?
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Frequentemente vemos erros de cor e desenho e são dois assuntos que devem ser analisados separadamente, para tanto, é bom pensar que o primeiro passo começa pela marcação do desenho, ou seja, o redesenho atravessa o desenho antigo.

 Uma forma segura de marcação desse desenho é a marcação epidérmica:  que é uma linha que define o perímetro da sobrancelha, essa marcação leve é feita com o próprio dermógrafo e com pouquíssima pressão atingindo apenas a camada de revestimento, esse processo irá deixar uma marcação suave que serve como guia para o operador, com o benefício de não sair durante o processo de camuflagem da cor alterada.

A camuflagem

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A questão da camuflagem se inicia diluindo o pigmento a base de dióxido de titânio com fundamento na cor complementar oposta, os resultados alterados normalmente transitam entre arroxeados, cinzudos e outros. A analise deve ser criteriosa para escolher o pigmento certo para cada caso:

(Branco Color) com fundamento na cor complementar oposta, abaixo alguns mais usados:

- fundamento amarelo (Palha): complementa arroxeados

- fundamento laranja (Pessego): complementa azulados e acinzentados

- fundamento vermelho (Rosa): complementa esverdeados

- fundamento verde (Verde Oliva): complementa avermelhados.

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É muito eficiente a ação do dióxido de titânio para que se tenha alto poder de cobertura na cor alterada, e é fundamental que se faça primeiramente a camuflagem apenas no interior do novo desenho, sem passar da marcação do perímetro desenhado com marcação epidérmica.

Depois de toda camuflagem, vem a sobreposição de cores quentes e castanhos para o resultado da nova cor dentro do novo desenho.


Os resíduos fora do novo desenho.

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Até aqui foi tudo muito bem, agora o passo decisivo é camuflar os resíduos de pigmentos que ficaram fora do novo desenho, já que a primeira parte está concluída com sucesso, esta fase da camuflagem do restante de pigmentação que ficou fora do desenho é crucial para que o trabalho transpareça um visual limpo e bem profissional.

O trabalho final de iluminação da pálpebra, além de recortar o desenho, realça o trabalho. Na fase de iluminação são usadas agulhas lineares de 5 pontas, que deixam efeitos uniformes na textura e cobertura, dando um efeito de sombra iluminadora.

As correções esta aí para serem usadas e sempre aprimoradas, cada profissional desenvolve seu método e acredito que o fundamento da técnica é que irá reger o nível de sucesso dos trabalhos.


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