O trabalho como prosperidade ou objeto anestesiante?

O trabalho como prosperidade ou objeto anestesiante?

Por: Marcia Martins.

A profissão micropigmentação tem levantado muitos profissionais para uma vida de fama e muito agitação, o dia a dia frenético de atendimento aos clientes percorrendo uma jornada de trabalho diária de 10, 12 e até mais de 14 horas por dia, é um cenário comum entre os profissionais da micro que não medem esforços para atender a demanda de clientes e até mesmo de aulas e cursos.

O problema é que existe uma linha tênue que divide o que é trabalho e o que é compulsão por trabalho, dando abertura para um ritmo hipnótico que se desenvolve para suprir carências e ausências emocionais das mais diversas origens.

Um olhar mais profundo, voltado para essas dinâmicas de comportamento anestesiante, pode ajudar a melhorar o estilo de vida de profissionais que sofrem de uma autocobrança muito forte. É interessante como tudo isso passa despercebido no dia a dia, e o que era para ser um estilo de vida saudável acaba sendo um estilo de vida cheio de alienações e bloqueios emocionais.

Se você trabalha praticamente sem parar, e não consegue contemplar um dia de folga sem pensar no trabalho, tudo indica que você se transformou em um workaholic. Cumprir com excesso de horas extras em seu banco de horas pode gerar resultados por um curto período de tempo, mas não demorará muito para você se desanimar. E os profissionais fatigados perdem a qualidade de produção e criatividade, gerando conflitos internos e com os clientes.

Todos nós temos momentos em que o estilo de vida workaholic de trabalho alucinante parece ser a única maneira de passar a semana, especialmente quando as tarefas são exigentes. Mas onde, exatamente, você precisa colocar um limite? Ter um alto empenho no trabalho é uma coisa, ser incapaz de desligar e relaxar é outra muito diferente.

Quando se entra no ritmo hipnótico fica mais difícil de aceitar que as coisas estão fora do controle, o profissional passa a ter dificuldades em aceitar que está vivendo uma prisão no trabalho e para tanto, é bom que se façam algumas perguntas para si próprio antes de pedir ajuda a um profissional terapeuta.

SINAIS DE ALERTA: Descubra se você é um Workaholic

O autoquestionamento já é uma porta aberta para ampliar a consciência em relação ao excesso de trabalho.

 

  1. Você chega cedo e não determina um horário para sair... é o último a sair?
Você chega sempre bem cedinho, e é a primeira pessoa a chegar no trabalho pela manhã? Isso não é em si um coisa ruim - os profissionais se sentem mais produtivos no início do dia, especialmente quando há menos distrações e um ambiente de trabalho silencioso. Mas se você também é o último que fica para desligar as luzes à noite, então pode haver um problema.

É importante identificar esse hábito antes que ele comece a ter deterioração em seus níveis de criatividade e gerenciamento de tempo. Trabalhar 12 horas ou mais, seguidamente e se sentir sempre cansado e com um mal-estar geral, é uma maneira de comprometer a sua produtividade e qualidade de vida, e você não alcançará bons resultados.

  1. Você não tem atividade paralela, esporte ou Hobbies
Qual foi a última vez que você participou de algum tipo de atividade que você gosta fora do trabalho? Algumas pessoas passam todas as horas de trabalho cumprindo com as mesmas tarefas de trabalho - ou quando não estão em procedimento, estão pensando nisso, com base nesta situação, resta pouco ou nenhum tempo para qualquer outra coisa, seja em casa ou entre amigos. As consequências disso é que seu círculo de amizades   diminuem gradativamente    devido à falta de equilíbrio de trocas entre trabalho e vida pessoal, deixando apenas colegas de trabalho e clientes em sua lista de contatos.

 

  1. Você perde a calma com facilidade
É comum, um pouco de estresse no trabalho, isso garante que os profissionais estejam ávidos   para concluir metas e objetivos importantes. Mas se você se encontrar em constante estado de preocupação, que se estende mesmo quando você não está no trabalho, isso pode ser problemático. Sabemos que, os viciados em trabalho descobrem que estão irritados porque não estão no trabalho, como uma síndrome de abstinência, que impactam de forma negativa a saúde do profissional.
  1. Você ignora o intervalo para o almoço
Ignorar uma pausa para o almoço, deve ser visto como uma ação alarmante, e deve ser observada se foi uma ação voluntária ou involuntária. Se o dia a dia intenso não te permite parar por meia hora que seja para almoçar, talvez a sua carga de trabalho esteja além da demanda que o seu corpo pode suportar.

É importante respeitar um tempo para reabastecer o combustível do seu organismo, existem pessoas que esquecem até de respirar, economizam refrigério para o organismo e passam o dia ligados no automático.
  1. Você verifica sua caixa de mensagens a cada minuto
É muito importante a verificação dos e-mails e watts, porque ali está toda a demanda de trabalho, o problema é que: uma vez que você vai para casa e continua olhando para essas mensagens, esse comportamento já se torna doentio. O trabalho deve ser vivenciado durante o período estipulado e não 24 horas por dia.

Então, a menos que seja uma questão urgente, você não deve passar a noite respondendo ou enviando mensagens. Seja qual for a área do seu trabalho, você pode até receber e-mails durante a noite, mas deve deixar para resolver em horário útil.

  1. Você passa a ter uma cobrança acirrada com seus colegas e colaboradores
Você fica frustrado com colegas e colaboradores que aparentemente trabalham menos horas do que você? Isso é um indicativo de um Triangulo Dramático: que são dinâmicas disfuncionais de comportamento doentio, onde os papeis de VITIMA- ACUSADOR- VILÃO se manifestam e contagiam as pessoas a sua volta.

O que define um bom trabalho não é o número de horas que se trabalha e sim a qualidade de vida que se agrega no dia a dia com múltiplas funções.

Ampliar a consciência é na verdade anular essa dinâmica de troca de papeis disfuncionais entre vitimismo, acusações e culpados. O amor saudável ao trabalho é de equilíbrio de trocas e auto responsabilidades.

  1. Você só conversa sobre assuntos ligados na sua profissão
Você não tem interesse no que está acontecendo no mundo a não ser fatos ligados a sua profissão, sente-se bem apenas falando sobre micropigmentação por exemplo. Esse tipo de relacionamento chega a ser incestuoso, gostar apenas de colegas ligados a sua profissão e ter interesse apenas a assuntos também ligados a profissão é algo bastante doentio e que aponta a uma necessidade de rever com um profissional terapeuta a sua relação com o trabalho.

A energia do trabalho, do dinheiro e também da sexualidade devem ser vivenciadas de forma saudável, algumas crenças limitantes podem ter sido impostas em sua vida, e dinâmicas vividas no sistema familiar podem ressoar de geração em geração.

Algumas perguntas podem ajudar a identificar a disfunção: O que realmente está ligado com suas escolhas e o que foi imposto pelas gerações passadas? Será que um estilo de vida onde o trabalho é um objeto anestesiante para as dores da alma, é um caminho para a vida? Dar continuidade a certos esquemas de autossabotagem e cobrança exagerada levará você a uma vida de prosperidade?

Isso tem tocado seu coração? Então tome uma atitude antes que o trabalho tome conta da sua vida!

Se esses fatos sobre compulsão por trabalhar parecem fazer sentido para você, é hora de agir:

Viva e deixa viver!

Não se leve tão à sério!

Somos todos incompetentes, ninguém é bom em tudo o tempo todo!

Você não é indispensável, pessoas são únicas e se completam!

Antes de apontar falhas ou cobranças procure um ponto de elogio!

MERGULHE FUNDO NO TRABALHO E O DESCANSO!!!


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